
Sentir dor na relação sexual, perder urina ao espirrar, ter cólica que derruba, perder a vontade e atravessar a menopausa em silêncio não é normal e não é "coisa da idade". São queixas ginecológicas com causa, com nome e com tratamento. Falar delas em uma consulta médica é o ponto de partida.
"É normal, doutora?"
É a frase mais dita na maca. Quase sempre vem baixinho, no fim do exame, quando a mulher já está se vestindo para ir embora. Ela guardou aquilo por meses, às vezes por anos, e só agora decidiu perguntar.
Os números explicam esse silêncio. Uma pesquisa da Universidade de Michigan com mulheres acima de 50 anos encontrou perda de urina em quase metade delas. Dois terços nunca tinham comentado com um médico. Uma em cada cinco simplesmente não achava que aquilo fosse problema de saúde. Em estudos brasileiros feitos em unidades básicas, a prevalência de incontinência urinária passa de 40%.
Na menopausa acontece o mesmo. A síndrome geniturinária pode ser identificada no exame em até 90% das mulheres na pós-menopausa, mas só um terço relata o sintoma e cerca de um quarto chega a conversar sobre isso com um profissional. A maioria segue sem tratamento.
Cinco frases que costumam chegar tarde à consulta
"Quero ter relação sem sentir dor." Dor na relação sexual tem nome, dispareunia, e raramente é "da cabeça". Pode vir de ressecamento, de alteração da mucosa, de tensão da musculatura do assoalho pélvico, de infecção ou de endometriose. Cada origem pede um caminho diferente, e nenhum deles começa com "aguenta".
"Quero espirrar sem medo de escapar xixi." O escape ao tossir, rir ou pegar peso é a incontinência de esforço, a mais comum de todas. A musculatura que segura a uretra perdeu força ou coordenação. Absorvente disfarça. Não trata.
"Quero voltar a sentir vontade." Libido não é só desejo. É hormônio, sono, dor, relação, medicação em uso e a mucosa que responde ou não ao toque. Quando a relação dói ou a mulher tem medo de perder urina durante o sexo, a vontade some antes de tudo. Investigar a causa muda o desfecho.
"Quero entender por que minha menstruação dói tanto." Cólica que impede de trabalhar ou de sair de casa não é normal. A endometriose atinge uma em cada dez brasileiras em idade fértil e o diagnóstico ainda demora de sete a dez anos, em grande parte porque a dor foi tratada como parte da vida.
"Quero passar pela menopausa me sentindo bem." Calor, insônia, ressecamento, dor na relação e urgência para urinar aparecem juntos com a queda do estrogênio. São sintomas que respondem a tratamento quando alguém pergunta por eles.
O que essas queixas têm em comum
Nenhuma delas aparece em exame de rotina se a mulher não falar. E quase nenhuma mulher fala sem ser perguntada. É um encontro que só acontece quando a consulta médica abre espaço para o assunto.
GTC Her: onde essas perguntas são bem-vindas
O GTC Her é a área do GTC dedicada à saúde íntima feminina. A consulta médica começa por ouvir a história, examinar e entender o que está por trás da queixa. Só depois se define o cuidado, que pode ir da orientação clínica à linha de protocolos Intimus®, indicada apenas quando o exame mostra que faz sentido.
Se alguma das cinco frases acima é sua, ela merece sair da maca e entrar na conversa. Agende sua consulta médica no GTC Her.
Conteúdo informativo. A indicação de qualquer tratamento depende de consulta médica presencial. Todo procedimento possui indicações, contraindicações, limitações e possíveis riscos.
Aviso Médico e Legal
Publicação para divulgação de conteúdo médico, com caráter exclusivo para educação e informação, conforme art. 75, cap IX do Código de Ética Médica; despacho CFM 143/2019 e expediente Depro-SBCP 047/2019.
- Antes de qualquer procedimento, é fundamental a avaliação pela médica.
- Cada pessoa é única: este conteúdo não é uma promessa ou garantia de resultados. Os procedimentos são personalizados para cada paciente.
- As variáveis para o resultado final incluem o procedimento em si, mas também as características físicas, peso, qualidade de pele, alimentação adequada, entre outros fatores da vida pessoal de cada paciente.
- Todo e qualquer procedimento médico possui riscos. Informar-se com sua médica de confiança é fundamental.
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